Tempo de Reflexão

Nas últimas semanas acompanhei bem de perto o desfecho das eleições nos EUA, que ainda estão indefinidas. Com a desistência de Mitt Romney pelo partido Republicano a vaga deve sobrar mesmo para John McCain que irá disputar as eleições com o candidato Democrata nas eleições; já pelos Democratas a briga fica cada vez mais intensa e mais tensa, de uma lado temos Hilary Clinton (senadora e ex-primeira dama), do outro Barack Obama (senador negro).

Se no caso dos Republicanos a decisão é quase certa, no partido rival cada dia mais as coisas ficam nebulosas, isso porque tanto Hilary como Obama tem o mesmo ponto forte e fraco, a mudança. Ambos representam algo com que o eleitor dos EUA sente que precisa, mas gostaria de evitar, a necessidade de mudar a visão do seu país tanto no interior como no exterior.

Resta agora vermos como tal mudança irá se apresentar dentro desta democracia única. Digo isso, porque conversando com entendidos de política norte-americana nos últimos dias todos me apontaram algumas ressalvas quanto as eleições. Primeiro, essas prévias não adiantam de quase nada, é mais uma grande boca de urna do que uma escolha; isso porque cada estado do país decide como funcionam suas prévias, e quem vota nelas. Mesmo assim quem ainda decide quem vai ser o representante do partido são os delegados, estes sim membros do partido. É eu sei, você agora está se imaginando como nossas convenções nacionais parecem organizadas.

Segundo mesmo depois de ser “eleito” a candidato à presidência o candidato passa agora a depender da votação em alguns estados chave. Isso porque nos EUA as eleições funcionam de uma forma diferente, quem ganhar no estado leva todos os votos do mesmo. Assim de pouco adianta ganhar em estados como o Texas, e perder na Califórnia (por isso da briga em 2000), ou Nova Iorque. Por isso algumas campanhas focam em apenas alguns estados.

Por último e não menos importante é o peso dessa mudança, o eleitor norte-americano é extremamente conservador, embora entenda que hoje é necessário mudar, talvez o que os Democratas lhe propõe seja ainda um tanto radical. Resta esperar para ver como os eleitores reagiram. Se preferem arriscar na nova ordem, ou preferem outro mandato Republicano ao ver uma mulher ou um negro no Casa Branca.

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