Mais do mesmo

Foto da biblioteca minicipal tirada em 1982 Foto tirada da biblioteca municipal em 2007

 

Nasci em uma pequena cidade do interior de São Paulo, a aproximadamente 600 Km da capital. Boa parte da minha vida foi dividida entre São Paulo, onde morei minha vida toda, e essa cidade. É de onde escrevo o artigo dessa semana.

Meus pais moraram até o final da sua adolescência aqui, onde meus avós residem até hoje. Me recordo de quando era criança, adorávamos vir à cidade; qualquer feriado já era desculpa para virmos, e com isso passei boa parte da minha infância entre os dois municípios. Chegamos até a nos mudar de São Paulo para cá por um tempo, uns dois anos, mas depois acabamos retornando para a capital.

Percebi que depois dessa aventura de morar no interior meu pai já não gostava tanto de cruzar o Estado, e eu até entendia a sua posição, mas minha mãe e eu, assim como minha irmã, continuamos gostando de vir, mesmo que cada vez menos e com intervalos maiores.

Com o passar do tempo, entretanto, passei a compartilhar da mesma vontade que meu pai, mas por razões totalmente diversas, e passei a realizar cada vez menos a viagem; chegando a ponto de ir apenas uma vez ao ano, no natal. Tal como minha avó disse ontem no almoço “o natal se passa na casa da avó”. Nunca entendi ao certo o porque dessa mudança de interesse, o porque de algo que era tão gostoso se tornar tão trabalhoso.

Sempre que me perguntavam o motivo da mudança, afirmava ser a falta de atividades culturais na cidade e os marasmos, típico destas pequenas cidades interioranas, entretanto sempre soube que esse não era o motivo real. Apenas ontem, enquanto cruzava a praça central e me recordava de todo o tempo em que passei aqui, é que consegui entender o que me aborrecia tanto ano após ano. A cidade ainda era exatamente a mesma de quinze (ou até mais) anos atrás.

É exatamente esta estaticidade com que nos deparamos muitas vezes, não apenas em pequenas cidades mas nas entranhas do nosso país, que por diversas vezes acabam por nos impedir de avançarmos. Nossa própria questão política, assim como na cidade por mais que algumas pequenas coisas mudem sua essência continua a mesma, e não por tradição, ou mesmo por funcionalidade; tal estaticidade existe apenas pela conveniência da não-mudança.

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3 Respostas

  1. Concordo com vc em alguns pontos, mas a idéia de cidadade do interior é essa mesma. Nada muda, tá sempre tudo como antes. Esta é a magia.

  2. Prazer,
    Eu sou Andressa Fontes, tenho 17 anos e meu o que mais quero é fazer faculdade de jornalismo.
    Gostaria muito de conversar com alguém que convisse com isso e está por dentro de tudo que acontece, por isso peço, por favor, se algum de vocês pode trocar emails comigo, messenger ou orkut!

    Meu msn e email são: dedessa_fontes@hotmail.com
    Orkut: Andressa Fontes

    desde já agradeço

    Andressa Fontes

  3. Oi, Andressa,

    Como nos encontrou??? Fico feliz em saber que fará faculdade de jornalismo, uma ótima opção, acredite!!! Muita coisa bacana para aprender, viu…

    Mas você precisará estar bem disposta, principalmente a LER e MUITO!!!

    Continuemos a nos falar…
    Abraços,
    Layla Marques

    ps. não consegui te encontrar no orkut, me adicione (lay_balad@hotmail.com)

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