Feliz ano velho, ou nem tanto

De volta a São Paulo é chegado o momento de mais um artigo, e o último do ano, mas nada de retrospectiva mesmo porque todos já assistimos a da Globo; da Record; SBT; Gazeta; Bandeirantes, e por ai vai.

E como é dia de ano novo vamos as promessas de fim de ano. Para 2008 prometo não sonegar o imposto que irá substituir a CPMF, ou alguém acha que não vamos ser nós a pagar a conta; prometo guardar o nome do meu candidato a vereador, assim vou ter um nome pra xingar quando nada acontecer; prometo que irei assistir os jogos das olimpíadas, já que tenho que acordar cedo para sair de casa mesmo; prometo ter fé no governo e de que tudo vai melhorar no nosso país, visto como anda Brasilia é só com fé mesmo que vamos conseguir algo. Por fim prometo em 2008 sem menos irônico e menos sarcástico na vida, ou tentar.

Bem 2007 termina em definitivo em um ano que para nós brasileiros não foi ruim, mas poderia ter sido melhor. Crescemos e melhoramos nossa renda, mas ainda somos um país com muitos miseráveis; somos os usuários de internet com mais tempo conectado, e ainda temos uma juventude que se forma anafalbeta; Melhoramos o PIB e o IDH, mas continuamos presos a uma política exclusivista que ignora o povo.

Para 2008 espero que continuemos, se não iniciemos, nossa luta por um Brasil melhor para todos, onde possamos vislubrar melhores, e mais sustentáveis, possíbilidades. A todos, como a pouco me disse um amigo, “saude e paz, o resto a gente corre atrás.

Bom 2008.

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Mais do mesmo

Foto da biblioteca minicipal tirada em 1982 Foto tirada da biblioteca municipal em 2007

 

Nasci em uma pequena cidade do interior de São Paulo, a aproximadamente 600 Km da capital. Boa parte da minha vida foi dividida entre São Paulo, onde morei minha vida toda, e essa cidade. É de onde escrevo o artigo dessa semana.

Meus pais moraram até o final da sua adolescência aqui, onde meus avós residem até hoje. Me recordo de quando era criança, adorávamos vir à cidade; qualquer feriado já era desculpa para virmos, e com isso passei boa parte da minha infância entre os dois municípios. Chegamos até a nos mudar de São Paulo para cá por um tempo, uns dois anos, mas depois acabamos retornando para a capital.

Percebi que depois dessa aventura de morar no interior meu pai já não gostava tanto de cruzar o Estado, e eu até entendia a sua posição, mas minha mãe e eu, assim como minha irmã, continuamos gostando de vir, mesmo que cada vez menos e com intervalos maiores.

Com o passar do tempo, entretanto, passei a compartilhar da mesma vontade que meu pai, mas por razões totalmente diversas, e passei a realizar cada vez menos a viagem; chegando a ponto de ir apenas uma vez ao ano, no natal. Tal como minha avó disse ontem no almoço “o natal se passa na casa da avó”. Nunca entendi ao certo o porque dessa mudança de interesse, o porque de algo que era tão gostoso se tornar tão trabalhoso.

Sempre que me perguntavam o motivo da mudança, afirmava ser a falta de atividades culturais na cidade e os marasmos, típico destas pequenas cidades interioranas, entretanto sempre soube que esse não era o motivo real. Apenas ontem, enquanto cruzava a praça central e me recordava de todo o tempo em que passei aqui, é que consegui entender o que me aborrecia tanto ano após ano. A cidade ainda era exatamente a mesma de quinze (ou até mais) anos atrás.

É exatamente esta estaticidade com que nos deparamos muitas vezes, não apenas em pequenas cidades mas nas entranhas do nosso país, que por diversas vezes acabam por nos impedir de avançarmos. Nossa própria questão política, assim como na cidade por mais que algumas pequenas coisas mudem sua essência continua a mesma, e não por tradição, ou mesmo por funcionalidade; tal estaticidade existe apenas pela conveniência da não-mudança.

Férias? Pois, é… mas voltamos em breve!!!

Caro leitor…

Por termos algumas pendências na faculdade, e convenhamos que foca não as têm, nossa frenqüencia em postagem ficou inconstante, parece que depois de nossas primeiras “férias” nos perdemos em alto-mar… mas retifico, NÃO IREMOS PARAR… e aproveitando os dias de festas, Natal e Ano Novo, cá temos um novo motivo para tirar férias…

2007 foi um ótimo ano à nossa carreira. O blog FOCA EM FOCO nos mostrou quão difícil e importante é o trabalho em equipe, e, principalmente, nos mostrou que, apesar de nossos erros, tivemos muitos acertos e realizamos um bom trabalho.

Meu repertório pode parecer fraco, mas não duvido nem da minha, nem da competência desta bela equipe. Risadas, aflições, desentendimentos, aprendizados… Desafios, conquistas e decepções… Nosso blog, que depois de tantas mudanças (e de tantas noites insones) encontrou seu estilo e seu público, o que nos deixa imensamente felizes… Muito Obrigada!!!

Desejamos, à você leitor, com sinceros votos, que tenhas um FELIZ NATAL e um PRÓSPERO ANO NOVO!!!

Quanto aos focas, voltamos em breve!!!

Grande abraço,

Redação Foca em Foco

Veja São Paulo VERSUS  G1

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A reportagem da revista Veja São Paulo, de 1 de outubro deste ano (tudo bem, é antiga, mas o assunto, hão de concordar, está em pauta) é bastante clara: punks são delinqüentes, baderneiros, violentos, estúpidos, cultores de músculos, catalizadores de violência e, ainda, se organizam em gangues. Para quem lê, parece que não há outra alternativa, essa tribo urbana realmente é um grupo de pessoas sem escrúpulos tendo como  lema a palavra violência. De certo modo, o ponto de vista não está errado, porém, o que dizer de toda cultura alternativa punk que parte de um movimento desde a década de 1970, com características fundamentais como, por exemplo, o princípio de autonomia (”faça-você-mesmo”), a simplicidade, o estilo, a poesia, as artes plásticas, e tantas outras. Será que Veja São Paulo fez uma abordagem torpe do que hoje é o movimento punk?

A resposta? Não, pelo contrário. A revista abordou bem, afinal a cultura punk, em sua grande maioria, não é mais seguida e a violência acabou por ser adotada como mote pelos seus seguidores. Assim sendo, tratando de tão polêmico assunto os questionamentos são inúmeros. O complicado talvez seja saber como nomeá-los. Se antes os punks eram vistos apenas como anarquistas, os quais queriam lutar contra um sistema totalitarista, hoje se revestem de ideologias às avessas, que não somente pretende excluir indíviduos da sociedade como também consegue excluir eles mesmos do contexto social.

Que movimento é este que tem (ou tinha) como premissas anti-machismo, anti-homofóbia, anti-nazismo, anti-lideranças, que defende o amor livre, a liberdade individual e tantas outras coisas, e, em pleno século 21, pode ser um movimento que coage nordestinos, negros e gays? E que individuos são esses que se deixam coagir?A estes questionamentos, nada se faz complicado, apenas complexo. Assim, como relatado no G1, data também antiga, em 15 de outubro deste ano, se pode identificar os motivos, e pelos  mais banais possíveis:

São pelo menos seis mortes atribuídas a grupos punks e de skin heads este ano na capital. No dia 22 de junho, o garçom John Clayton Moreira Batista, de 19 anos, estava em um bar na esquina da Alameda Lorena com Rua da Consolação, nos Jardins, quando uma mulher vestida de preto pediu um isqueiro. Como não conseguiu o que queria, ela chamou dois amigos, que já chegaram agredindo quem estava no bar.

John foi atingido por facadas e morreu. Menos de quinze dias antes, o turista francês Gregor Landouar saía de um restaurante também nos jardins quando foi esfaqueado por quatro rapazes, vestindo roupas de skatistas. Dois deles tinham a cabeça raspada.

Em abril, o estudante Ricardo Cardoso, de 22 anos, também morreu depois de ser atacado a facadas na Rua Augusta, na região central da cidade. Uma discussão entre dois grupos punks rivais acabou em mais duas mortes em março. Os autores da agressão são pai e filho”. Os punks matam e por este motivo a Veja São Paulo indaga: “Eles têm ódio de quê?”.

Uma colocação precisa e que induz, você leitor, a refletir sobre o verdadeiro motivo do movimento. Não entendo como uma reportagem que degrine ao extremo a imagem do grupo, mesmo que, em seu primeiro parágrafo, esteja dizendo que dentro das cabeças pintadas de azuis, verdes e vermelhos dos punks, bem como dos “carecas” skinheads, não há “nenhum estofo intelectual para serem representantes, como costumam pregar, de qualquer corrente ideológica que seja, mas imbecilidade suficiente para sair por aí depredando, batendo e até matando”.

Covenhamos, nenhum veículo de comuniação crítico se apresentará isento diante dos fatos, algum partido ele precisará tomar, sendo correto desde que tenha fundamento em suas argumentações e que não se manipule a realidade dos fatos. Cobertura jornalística esta que contrapõe a do portal G1,  não apresentando absolutamente nenhum adjetivo ao grupo, tratando-o apenas de “homens” e/ou “mulheres” atuantes nos crimes. O fato é que, por se tratar de uma mídia eletrnônica, e como já citado na apresentação, imediatista, o portal não explana com tanta propriedade o fato, limita-se apenas em buscar acontecimentos que linquem com a manchete em questão. O que não o impede de também ser um veículo formador de opinião social.

É interessante dizer que não se pode generalizar, mesmo que a maioria das pessoas do grupo o faça, pois um conflito posterior. pode ser ocasionado. Uma ressalva na abordagem da revista Veja São Paulo, que trata “todos” os punks como delinqüentes, baderneiros, violentos, estúpidos, cultores de músculos e catalizadores de violência. A classificação pode não estar errada, porém não necessariamente deveria estar tão imponente.

Para ler a reportagem da Veja São Paulo, “Eles têm ódio de quê?”, clique aqui.

Para ler a reportagem do G1, “Punks matam jovem por desconto em pizza”, clique aqui.

Época VERSUS Época

Na revista Época desta semana, 100 personalidades, das mais variadas áreas, estão reunidas em uma lista de brasileiros que fazem acontecer. Sob o título “A elite da influência”, a capa da publicação traz, entre outras fotografias, a do jogador Kaká, do escritor Paulo Coelho, da modelo Gisele Bündchen, do ator Wagner Moura e, claro, do presidente Luis Inácio Lula da Silva.

De acordo com o diretor de arte da revista, Marcelo Marques, “é a primeira vez que Época faz uma capa desse tipo. O desafio foi fazer uma capa que não ficasse parecida com nenhuma outra e, ao mesmo tempo, criasse uma identidade para o tema”, já que, segundo ele, a revista lançará essa lista anualmente.

Os personagens foram divididos em sete grande grupos. No primeiro, conforme descreve a reportagem, estão os “Líderes e Reformadores” (políticos, juristas e administradores que mostram especial influência ou capacidade de gestão, reforma e inovação na vida pública), “Empreendedores e Pioneiros” (empresários e investidores que inovam e lideram nos negócios e na economia), “Mídia” (jornalistas, colunistas e empresários da comunicação mais expressivos, formadores de opinião e do senso crítico nacional).

Em seguida, “Benfeitores” (grupo de pessoas que usam seu tempo, seu dinheiro ou sua energia para criar modelos de solidariedade social ou voluntariado), “Guias e Pensadores” (acadêmicos, professores e religiosos com notável liderança na sociedade, na pesquisa científica e na divulgação do conhecimento), “Criadores e Artistas” (brasileiros cuja criatividade está presente na produção artística e no consumo cultural”, e por fim, porém não menos importante, o grupo de “Ídolos e Heróis”.

E o que é mais interessante em tudo isso? As capas. A primeira idéia de Marcelo foi colocar o presidente Lula sozinho, porém, de acordo com ele, não daria a dimensão real da importância da lista. Com isso, sua segunda idéia foi a colagem das fotografias de algumas pessoas da lista, contudo, por ser uma idéia um tanto quanto óbvia e comum nas revistas, ele resolveu tentar uma outra capa.

 

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A marca ÉPOCA 100, que já estava sendo usada na edição, foi a inspiração para outras idéias. A cor vermelha do logo é nossa marca registrada, daí comecei a batalhar algumas idéias usando o fundo vermelho e o número 100 em preto”. Depois de 30 horas de trabalho – “e muito prazer” – de testes com cores, colagens e escolhas de imagens, Marcelo, fez uma capa especial, a qual já está nas bancas.

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O que achou? Eu, particularmente,  gostei mais da segunda capa, mas ela ficou na gaveta.

 

 

 

 

 

 

Brinquedo de criança

(Mesmo que o meu aniversário seja apenas na próxima semana, minha contagem regressiva já terminou ontem com a estréia da nova TV digital. Há anos eu ouço falarem sobre essa tal TV e não sei ao certo se agora que ela chegou. Prefiro mesmo a minha velha imagem chuviscada…)

Eu não me recordava de tanta euforia por um “brinquedo novo” desde o tanque do Jaspion (aquele herói japonês que lutava contra um robô gigante e tinha uma namorada andróide) que a Estrela lançou no natal de 1989. Na verdade eu era ainda tão criança que nem me lembro muito, mas uma coisa eu lembro, ao contrário da TV digital, quando eu ganhei o tanque do meu pai eu pude brincar com ele. Essa tal da TV digital, eu ainda não sei bem.

Como há meses estão falando dessa novidade e até agora ninguém ainda disse nada de fato, a maioria de nós ainda não sabe brincar direito. Primeiro: eu preciso comprar aqueles aparelhos bonitos, finos e absurdamente caros ou não? Que raio é esse conversor? E qual é a interatividade?

Ao menos essas perguntas depois de algum tempo eu consegui, espero eu, entender. Em um primeiro momento (um amigo me disse até 2016, mas o dado não é preciso) vai tudo continuar na mesma, quem já está assistindo continua e nada muda, quem tiver as tais TVs bonitonas, ou algum dinheiro sobrando para comprar os conversores, assiste em sinal digital.

Esses conversores já são outro problema, os que deveriam estar no mercado (mas estão em falta) são caros e a maioria não serve para nada já que o único serviço disponível no sinal brasileiro, até agora, são o som e a imagem, porém apenas os conversores com preço acima de R$1000,00 executam essas mudanças. E quanto à interatividade, bem, ainda não tem nada interativo.

Ontem à noite, então, todo empolgado tentei ver a Glória Maria com a TV digital. Como em casa não há nem o conversor e menos ainda o aparelho, tentei captar o sinal pelo computador, que é equipado com o tal conversor. Na hora de ligar, nem sintonizar consegui. Bem, com a estréia da TV digital a única coisa que eu consegui foi perder o Fantástico. Mas pelo menos em HDTV.

 

 

 

Enfim, acabou!!!

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Olá, leitor,

Apesar de ainda termos, na próxima semana, algumas avaliações, enfim acabou o estresse! A partir de segunda-feira (03/12), voltaremos a ativa.

Ficamos felizes em ver que, mesmo em nossa “ausência”, tivemos visitas e, inclusive, comentários surpreendentes. Por isso, não iremos parar… Nós focas ainda temos muito que incomodar.

Mantenha contato conosco, envie um e-mail para blogfocaemfoco@hotmail.com e aproveite para comentar nossas matérias.

Abs,

Redação Foca em Foco