Juca Kfouri: o que faz a diferença no jornalismo esportivo

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José Carlos Amaral Kfouri, um dos jornalistas esportivos mais consagrados do Brasil, nasceu em São Paulo no dia 4 de março de 1950. Em 1970, quando cursava Ciências Sociais na Universidade de São Paulo (USP), foi chamado para trabalhar no Departamento de Documentação da Editora Abril, onde foi nomeado chefe. Mas, em 1974 , a convite da revista Placar, atuou como chefe de reportagem, onde permaneceu até 1979. Em seguida, convidado por Jairo Régis e Milton Coelho da Graça, o “Juca Kfouri” se tornou diretor de redação da revista, função que exerceu até 1995 enquanto trabalhou na Editora Abril.

Juca ficou conhecido quando revolucionou no jornalismo esportivo utilizando o viés investigativo, que poucos tinham coragem de realizar na profissão dentro da imprensa. Em 1982, por exemplo, realizou uma matéria que delatava a “Máfia da Loteria Esportiva”, em que os jogadores eram comprados por apostadores para garantir os resultados dos jogos da loteria apostados. O assunto gerou tanta polêmica, que Kfouri foi ameaçado com telefonemas anônimos.

Na época que trabalhou na Editora Abril, Juca se sobressaiu com a matéria realizada na revista Playboy, na qual revelava a identidade de Carlos Zéfiro, além na entrevista de 1993 em que Pelé denuciava a corrupção na Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Na televisão passou por grandes emissoras com TV Tupi, em 1978, como diretor de esportes no SBT, de 1984 a 1987, e na TV Globo, de 1988 a 1994, como comentarista. Além, dos programas Juca Kfouri na rede CNT, de 1996 a 1999, Cartão Verde na Rede Cultura, de 1995 a 2000, Bola na rede na Rede TV, de 2000 a 2003, e no Linha de Passe na ESPN Brasil onde permanece até hoje. E, em fevereiro deste ano, iniciou na ESPN Internacional o programa Juca Entrevista.

No rádio trabalhou na Rede CBN de Rádio e na Rádio Americana como comentarista. Porém, em 2000, tornou-se apresentador do programa CBN Esporte Clube, onde ainda continua. Já em impressos e internet, foi colunista do O Globo, entre 1989 e 1999 , Folha de S.Paulo, entre 1995 e 1999, e no Lance! onde ficou até 2005.

Com um conhecimento vasto e facilidade que tem para tratrar do futebol, Juca não podia deixar de revelar seu outro lado, o de escritor. Ele, que publicou os livros: A Emoção Corinthians (1982); Meninos eu vi… (2003) e o Passe e o Gol (2005), mostra como um bom jornalista pode tratar de forma interessante essa arte que encanta a tantos brasileiros.

Para acompanhar o trabalho de Juca Kfouri, clique aqui.

O X da questão

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Quase um ano atrás, para ser mais exato no dia 30 de Dezembro de 2006 – na época ainda estava morando em Portugal, na cidade de Coimbra – saí de casa com minha namorada em direção à rodoviária, onde íamos apanhar um ônibus para passarmos o ano novo com uns primos que moram na Serra da Estrela.

Fizemos o trajeto a pé, já que mesmo sendo Dezembro o dia estava relativamente quente, e o caminho segue contornando o rio Mondego, o que torna o percurso bem bonito e agradável. Percorremos a distância de 1,5Km em pouco mais de meia hora, afinal não tínhamos pressa mesmo. Ao chegar à rodoviária descobrimos que não havia transporte para a Serra da Estrela em virtude da proximidade do feriado.

Saímos então em direção à estação de trem, localizada um pouco mais adiante de onde estávamos. Chegando à estação compramos os bilhetes para partir dali a uma hora. Decidimos esperar ali mesmo, nos sentamos em um dos bancos de frente para uma das plataformas e ficamos conversando e esperando o tempo passar.

Em um determinado momento estava saindo um trem em direção a Lisboa; ela olhou o trem e me perguntou: “Por que não há ônibus hoje e os trens estão funcionando normalmente?”

Eu respondi com uma pergunta: “Quantas pessoas cabem em um ônibus?”. A resposta foi: “Umas 50”. Ela estava certa, e neste momento fiz mais uma pergunta: “Quantas pessoas cabem em um vagão de trem?”. A resposta foi, de novo, cerca de 50; novamente certa. Neste momento fiz a última pergunta: “Quantos vagões tinha aquele trem que acabou de sair?”.

Nesse exato momento ela lançou-me um olhar de quem acaba de descobrir o óbvio, e de fato tinha descoberto, mas é também um fato normal e recorrente para nós brasileiros “apaixonados por carros” como diz a propaganda de gasolina.

Na última semana finamente voltou a chover em São Paulo, e novamente tivemos todos os problemas que são freqüentes quando chove. Todo mundo sai de carro, porque não dá para contar com os ônibus da cidade, logo o caos se instala com excesso de carros, ônibus em péssimas condições e ruas alagadas. Vou propor então só uma pergunta. Quantas pessoas cabem em um ônibus?

After post: a foto foi tirada pela minha namorada, dentro de um trem, em Portugal.

 

Deveria existir um exame como o da OAB para a formação dos jornalistas?

Profissionais de comunicação, professores e estudantes universitários discutem se deveria ou não existir um exame como o da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para os jornalistas.

No início do mês de outubro, quando foi divulgado o resultado da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Rio de Janeiro (OAB-RJ), e 90% dos inscritos foram reprovados, surgiu então a discussão: Deveria existir um exame como o da OAB para a formação dos jornalistas?

Já que os jornalistas são profissionais liberais como advogados e trabalham com a cidadania do país, seria necessário a realização de um exame para legitimar a formação deste profissional que está a serviço da sociedade?

Uma questão que dá panos a manga e divide opiniões.

Em entrevista, o presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, disse que “esse resultado só pode ser creditado ao mau preparo acadêmico e assim coloca em xeque o ensino jurídico “. Ele aponta, ainda, outra questão. “Quase todo dia um curso novo é autorizado. O Ministério da Educação (MEC) não tem cumprido sua obrigação”. Muitas outras razões foram apontadas, como, por exemplo, a grande quantidade de faculdades espalhadas pelo país.

O presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azêdo, diz que isso nunca foi alvo de discussão. “Os advogados são profissionais autônomos, com uma qualificação determinada, e a OAB tem que oferecer garantias de competência técnica e jurídica. No jornalismo, quem avalia é o mercado. Nenhuma empresa contrata quem não for qualificado, o mercado será sempre o árbitro da qualificação”.

Já, Helio Schuch, chefe do departamento de jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), acha uma proposta interessante. “O Enade e outras classificações avaliam as escolas, e não os alunos, que só contam com o registro no Ministério do Trabalho. Não teria por que ser contra um exame tipo o da Ordem. A analogia é muito boa.

Em contra ponto, destaca Ivana Bentes, diretora da Escola de Comunicação da UFRJ, que seria necessário haver um controle social, e não “um funil de profissionais”. Segundo ela, seria como um “exame corporativista”.

É uma discussão que envolve muito mais que opiniões, fazer jornalismo vai muito além do que qualquer avaliação. Pois, muitos profissionais recém-formados só terão mesmo a oportunidade de aprender e mostrar o que aprenderam exercendo a profissão. Não que outros profissionais não tenham que fazer o mesmo. Mas uma avaliação, como disse Bentes, irá formar um funil de profissionais onde, no jornalismo, isso nunca deveria acontecer.

À eternidade

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Quando chegou ao poder, em 1999, todos nós sabíamos quais eram as ambições de Hugo Chávez, e quais os métodos que iria utilizar para alcançá-los. Quem não se lembra do golpe nos idos de 2000, onde Chávez ainda na mesma noite retomou o poder; ou melhor, as eleições deste ano em que o presidente venezuelano se reelegeu e ainda conseguiu maioria absoluta do congresso (a oposição boicotou as eleições, mas Chávez alterou a constituição do país para não ter de convocar novas eleições).

Todos nós sempre soubemos, ou pelo menos até agora, quais eram os seus objetivos, afinal é fácil ser o mártir do “socialismo do século 21” (como ele mesmo diz), quando se está sentado em ouro negro. Agora, o petróleo é um recurso limitado, como Chávez pretende manter suas “extravagâncias bolivarianas” quando sua maior fonte de riqueza se esgotar? Essa na verdade acho que é a maior dúvida que Chávez deve ter atualmente, já que mesmo o socialismo necessita de dinheiro para poder transformar a Bolívia em “Vietnã” caso caia seu colaborador Evo Morales.

Fato é que não podemos condená-lo, a América Latina está sucumbindo e se arrastando há décadas, era de se esperar que lideres populistas surgissem novamente para abraçar os pobres e miseráveis do continente. Alguns de forma mais branda outros mais radicais, a verdade é que carecíamos da imagem de um herói, alguém que se desafia o mundo para defender os pobres e oprimidos.  A América do Sul buscava essa visão desde a morte de “Che” Guevara, e Chávez nada mais vez do que chamar para si essa imagem, e com isso cativar todos os esquerdistas órfãos do continente.

Resta saber se o agora “eterno” presidente da República Bolivariana da Venezuela tenha um bom trunfo na manga para assegurar suas crenças, a ele nada restara em poucos anos a não ser perpetuar-se, isolado do mundo, em seus mandatos, até conseguir se auto-eleger Deus.

Junior VERSUS Gloss

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O que estas duas revistas têm em comum? Apenas o mês de lançamento, setembro. Uma foi produzida para um público seleto, a outra será adquirida por um público exigente. Uma entra no mercado brasileiro como única no segmento GLS, já a outra busca um mercado feminino mais receptivo às tendências e novidades. Deu para perceber a diferença? Não? Então eu explico…

No último mês, as editoras Sapucaia e Abril apostaram no mercado de periódicos lançando as revistas Junior e Gloss, respectivamente. (espanta saber que a publicação GLS não é da Abril, não é mesmo?) As duas  revistas apresentam propostas diferentes, públicos distintos, porém, ambas dotam-se de uma característica comum: a inovação.

Junior, como bem narrou o editor de Ilustrada da Folha Online, Sergio Ripardo, “é como uma Capricho gay. Ou seja, o seu foco é o novo homem, os garotos que cresceram em uma ambiente social mais tolerante com a busca pela igualdade de direitos, com a diversidade sexual”. Já Gloss, de acordo com o encarte publicitário, é voltada para quem “não é mais uma menina, mas está longe de ser uma senhora”.

Com 116 páginas, em uma edição com acabamento primoroso, Junior chega às bancas por R$12,00. Já Gloss, dotada de um novo formato (16,9 x 22,3 cm) e com 240 páginas, custa, ao contrário das publicações da Editora Abril, com exceção da Revista da Semana, apenas R$5,00. Nas primeiras edições, as revistas apostaram nos rostos conhecidos. No periódico GLS a estampa fica a cargo do modelo Lucas Pitioni, já no feminino, a capa é da modelo Gisele Bündchen.

Na dúvida, caro leitor, de qual comprar primeiro, cá estou eu para ajudá-lo…

Se sua opção for pela revista Junior, você terá a oportunidade de ler “4 homens, 4 idades, 4 formas de se ver e de ver a vida”, “Tarcísio Generoso – Personagem quente da nova noite carioca”, “(In)terno – Na pele e no corpo, o bom de vestir e de poder despir”, entre outras reportagens. Mas, caso você opte pela Gloss, não será por falta de looks que você deixará de comprar, pois a revista apresenta “487 dicas de moda e beleza”, “Roubadas.com – Histórias de quem teve cenas de sexo divulgadas na internet”, “Levou um fora? Manual para enfrentar a dor-de-cotovelo, entre outras matérias.

Porém, se ainda houver dúvida, compre as duas, pois valerá à pena.

Grande abraço e, até quinta ;]

Quando as coisas não concordam…

Concordância

A concordância e a clareza são problemas que tira o sono de muitos jornalistas. Na verdade, eu conseguiria dormir bem melhor se os problemas tirassem o sono dos focas, pra que estes aprendessem enquanto ainda é tempo. Problemas tiram o sono, mas poderemos dormir descansados depois de entender melhor o que escrevemos por aí.

Mais do que os erros de digitação, ou mesmo a troca de um “C” por um “S”, os enganos frequentes quanto à concordância fazem qualquer um voltar em pensamento às carteiras da quarta série, e recordar os tenebrosos ditados que as professoras, com toda a sua “crueldade” e intenção de ensinar os alunos, aplicavam.

Quando a frase não possui concordância entre sujeito, verbo, predicado, acaba por pesar nos ouvidos. É necessário, para uma boa frase, que haja um equilíbrio entre todos os seus elementos. Para que isto aconteça, é bom atentar para alguns pontos:

— Cuidado com o gênero dos substantivos. Uma frase que começa falando de laranjas não pode terminar em maçãs.

—  Os verbos existem para ser conjugados. Aquelas páginas e páginas de Eu/ Tu/ Ele/ Nós/ Vós/ Eles que você escreveu durante toda a vida escolar tinham esta finalidade.

— A quantidade de objetos da frase não se altera, portanto é importante verificar os plurais dos substantivos e adjetivos.

— Importante também saber a hora de parar de acrescentar plurais, porque há palavras que não possuem flexão, como nas frases “Faz duas horas que eu estou esperando” e “Havia muitas pessoas no ônibus”.

— Mais do que isso, é necessário lembrar que o que se fala e ouve pelas ruas não se escreve em lugar nenhum. A típica piada estereotipada do “dois real”, ou “dôrreal” só vai deixar de tirar o sono de muita gente quando for, de fato e tão somente, uma piada.

Boa sorte a todos os focas, pelos textos da vida. “Nóis erra”, mas um dia a gente “aprendemos”.

Afastado sim, mas ainda presidente

Senador esconde o trabalho

Essa semana foi realmente conturbada em Brasilia, todos estavam eufóricos com o que estava prestes a ser revelado, acredito que nunca na história de Brasilia o corpo político nacional esteve tão ansioso para a chegada da Playboy de Monica Veloso. Até o dono da banca do Senado estava feliz, já que vendeu todas as edições, ao invés das oito habituais.

Renan Calheiros caiu e não é mais o presidente do Senado. A verdade não é bem assim, de fato Calheiros não é mais o presidente do Senado, mas também não renunciou, apenas saiu pela tangente pedindo afastamento por 40 dias.

Agora parece que não há mais problemas aos senadores, todos já podem voltar as suas atenções às reais questões da casa sem se preocuparem com o fantasma do natal passado, ou seja, já podem voltar a brigar pela prorrogação da já famosa CPMF. Afinal não eram essas as grandes crises governamentais, a arrecadação da CPMF, a presidência de Renan e a última edição da Playboy. Resolvido isso não teremos mais problemas, será só relaxar e gozar com o espetáculo do crescimento.