Quanto maior a altura maior a queda

A queda da Aguia

Montagem de Guilherme Prado

Um dos ditados mais antigos da humanidade já dizia que tudo que sobe tem que descer, e os grandes impérios estão igualmente sujeitos a essa regra. Sejam Gregos; Romanos; Maias, ou Ingleses (isso para citar apenas alguns dos grandes ex-impérios), todos se organizaram em sociedades, obtiveram seus apogeus e caíram frente a eles mesmos.

O último império dos nossos dias, que já há anos se mostrava agonizante, mostra-se agora nos seus últimos dias, relutante contra o seu inevitável fim. Após o declínio do império só restam as invasões e o surgimento de um novo império; a nós só resta observar a iminente queda da Águia e o apogeu do novo império.

A queda se mostrou iminente há anos, e tal como seus antecessores, uma guerra contra um “inimigo já morto” foi conclamada a fim de desviar a atenção do declínio. Mas a guerra não impede o declínio, nem o retarda, apenas nos faz esquecê-la, e agora que é tarde demais nos mostramos surpresos com o que já sabíamos. O império está corroído por dentro, frágil como um castelo de baralho à espera que uma ventania o derrube. Veremos quem é que vai sofrer.

Não se preocupem com os horrores que lhes digo, na verdade nem é tão horroroso, é apenas o ciclo natural da vida: nascer, crescer e morrer. Ou, como diz o ditado: “quanto maior a altura, maior a queda”.

Anúncios