Jornalismo Sustentável

matthew shirts

Mateus é um californiano que veio ao Brasil para um intercâmbio e acabou por se instalar definitivamente abaixo da linha do Equador. Democrata e bem-humorado, não consegue esconder o sotaque ao conversar com nossa equipe, e pelo visto não é este o seu único traço que chama a atenção.

Ele esteve presente na semana de palestras do 2º Prêmio Banco Real Jovem Jornalista, em conjunto com a Semana Estado de Jornalismo, para falar sobre desenvolvimento sustentável e os novos rumos do jornalismo em relação a este aspecto que a cada dia invade os noticiários nacionais e internacionais.

Matthew Shirts (ou simplesmente Mateus) é redator-chefe da revista National Geographic Brasil, e também escreve uma coluna todas as segundas-feiras no jornal O Estado de S. Paulo, dentro do Caderno 2. Em nosso bate-papo ele falou sobre o etanol como oportunidade para o Brasil, sobre a “febre verde” que virou moda entre as empresas, o aquecimento global e como a NG trabalha com a conscientização acerca dos problemas ambientais que o planeta vem enfrentando.

Assistam o vídeo e confiram a entrevista feita por Guilherme Prado e gravada por Sarah Piasentin. Foto acima: Sarah Piasentin

Corta, corta… Não dá, estamos ao vivo!!!

Passeando pelo site do YouTube encontrei algumas pérolas jornalísticas e, frente ao computador, pus me a gargalhar. O vídeo, localizado na ferramenta de busca com: “erros de gravação”, apresenta algumas “gafes” cometidas por jornalistas em transmissão ao vivo.

Com exceção do cantor Daniel que, por um esquecimento momentâneo, trocou o nome do “Criança Esperança”, ação social da Rede Globo, pelo “Teleton”, do SBT, todos os erros apresentados no vídeo se dão, possivelmente, pelo nervosismo do “luz, câmera… ação”!!!

Tenha Boas Risadas!!! (huahuahua)

Erros de Gravação

 Você tem uma sugestão de vídeo? Envie para nossa “redação”. E-mail: blogfocaemfoco@hotmail.com

Quanto maior a altura maior a queda

A queda da Aguia

Montagem de Guilherme Prado

Um dos ditados mais antigos da humanidade já dizia que tudo que sobe tem que descer, e os grandes impérios estão igualmente sujeitos a essa regra. Sejam Gregos; Romanos; Maias, ou Ingleses (isso para citar apenas alguns dos grandes ex-impérios), todos se organizaram em sociedades, obtiveram seus apogeus e caíram frente a eles mesmos.

O último império dos nossos dias, que já há anos se mostrava agonizante, mostra-se agora nos seus últimos dias, relutante contra o seu inevitável fim. Após o declínio do império só restam as invasões e o surgimento de um novo império; a nós só resta observar a iminente queda da Águia e o apogeu do novo império.

A queda se mostrou iminente há anos, e tal como seus antecessores, uma guerra contra um “inimigo já morto” foi conclamada a fim de desviar a atenção do declínio. Mas a guerra não impede o declínio, nem o retarda, apenas nos faz esquecê-la, e agora que é tarde demais nos mostramos surpresos com o que já sabíamos. O império está corroído por dentro, frágil como um castelo de baralho à espera que uma ventania o derrube. Veremos quem é que vai sofrer.

Não se preocupem com os horrores que lhes digo, na verdade nem é tão horroroso, é apenas o ciclo natural da vida: nascer, crescer e morrer. Ou, como diz o ditado: “quanto maior a altura, maior a queda”.

A orquestra precisa funcionar

Quatro dias antes do fechamento da edição de outubro da Revista Imprensa, o Blog Foca em Foco visitou o periódico, em São Paulo (SP). Lá, Pedro Venceslau, editor executivo do veículo, nos contou como é a rotina da redação, que, apenas à primeira vista, parece tranqüila. 

A equipe contabiliza exatamente seis pessoas: os repórteres Angélica Pinheiro e Marlon Maciel, as estagiárias Ana Ignácio e Karina Padial, o assistente de arte Marcial Balbás e Pedro Venceslau, o Editor. Porém, são inúmeros os colaboradores que, entre colunistas e corpo dirigente, somam… quantos mesmo Pedro?

“Temos um banco de frilas volumoso, com correspondentes em Brasília, Rio de Janeiro, Madri e Paris, por exemplo”. Imprensa conta com colunistas como José Marques de Melo, presidente da INTERCOM, Paulo Nassar, presidente da ABERJE, e o polêmico professor Fernando Jorge.

“Funcionamos como uma orquestra e em uma seqüência cíclica: pautar, apurar, escrever, revisar, diagramar, publicar, pautar… e assim por diante”, complementa Venceslau.

Paralelamente a redação da revista, está instalada a equipe do Portal Imprensa, regida pela editora Thaís Naldoni. O grupo, formado por uma repórter, Cristiane Prizibisczki, e duas estagiárias, Nathália Duarte e Layla Marques – curiosamente eu –, apresenta uma rotina bem mais intensa.

Os “posts” são diários e o crivo, dos mais de cem “releases” enviados pelas assessorias de imprensa, é realizado pela editora, que aproveita para atualizar a home. E, na mesma freqüência, as repórteres postam, quase que simultaneamente, as ocorrências do dia: Jornalista detida em Teerã sob acusação de espionagem volta aos EUA e Jornalista do Diário de Cuiabá é condenado por ofender Igreja Universal. (notas publicadas hoje)

Nota: Questionado sobre qual seria o desafio da Revista Imprensa, Pedro Venceslau afirmou: “O desafio é voltar a circular dentro da tribo dos jornalistas como era nos anos 80, década que não perdíamos em números de circulação para publicações do Grupo Abril”.

Serviço: A redação da Revista Imprensa fica na Rua Rego Freitas, 454 – Conjunto 61 – Vila Buarque, São Paulo (SP). Contato: (11) 2117-5300. 

Conclave

Conclave Nacional

Nada melhor em uma crise do que estar fora dela, nosso presidente que o diga. Os escândalos que levaram o presidente do Senado ao conselho de ética e a posterior votação pela sua cassação acabou por matar a figura de Renan Calheiros, ao menos politicamente, e enterrar de vez a credibilidade do “Alto Clero”.

Clero este que se porta quase como uma entidade religiosa de fato. A votação do presidente da Casa foi quase um conclave papal: Sessão ultra secreta, participantes incomunicáveis com o mundo exterior, uma votação extremamente sigilosa. Só faltou mesmo o resultado anunciado por uma fumaça saindo do topo do prédio do Congresso Nacional.

Que dirá ainda nosso “papa”, que em sua visita aos paises nórdicos irritou-se ao ser indagado sobre a crise. Tudo bem, nada pior do que alguém para lembrar dos nossos problemas quando estamos viajando, mesmo que seja a trabalho.

Assim nosso presidente acabou por lidar com o problema de forma muito semelhante a dos seus antecessores. Vamos por hora falar das coisas boas, depois vemos isso; quando voltar trato da crise.

Assaltaram a gramática…

Os Paralamas do Sucesso já cantavam nos anos 80, alguns visionários já proclamavam há tempos, mas o que antes parecia lenda é hoje um facto: A reforma ortográfica da Língua Portuguesa passará a vigorar a partir do próximo ano.

Terror para os puristas, alívio para os empresários que mantêm negócios com as “terras d’além mar”, a reforma do Português será um desafio a todos os oito países falantes da língua portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste.

cplp

Portugal terá cerca de 1,6% de suas palavras com a grafia alterada, em Brasil as mudanças serão menores, apenas 0,45%. Apesar disto as pronúncias das palavras não serão alteradas, os portugueses podem continuar a dizer /óptimu/, apesar de escreverem como os brasileiros, “ótimo”.

Como deve ficar a situação para os jornalistas? As regras devem começar a ser usadas em 2008, mas as antigas palavras ainda serão usadas por algum tempo. Segundo Luís Fonseca, secretário-executivo da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP), haverá uma época de transição, em que tanto as novas quanto as antigas regras serão aceitas. Abaixo estão listadas algumas das novas regras que farão com que 230 milhões de pessoas ao redor do planeta escrevam da mesma maneira.  

As paroxítonas terminadas em “o” duplo, não terão mais acento circunflexo. Os brasileiros a partir do próximo ano vão sentir enjoos nos voos para Portugal.  

– Não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos “crer”, “dar”, “ler”, “ver” e seus decorrentes, ficando correta a grafia “creem”, “deem”, “leem” e “veem”.  

– O trema desaparece completamente. A partir de então poderemos comer “lingüiça” sem peso na consciência, e na “sequência” não mais existirão aqueles dois pontinhos por cima das palavras.

– O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação de “k”, “w” e “y”.- O acento deixará de ser usado para diferenciar “pára” (verbo) de “para” (preposição).  

– Haverá eliminação do acento agudo nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas. Sendo assim, os participantes de uma “assembléia” continuarão expondo suas “ideias”, em “heroicos” actos.   

– Em Portugal, desaparecem da língua escrita o “c” e o “p” nas palavras onde ele não é pronunciado. Os portugueses, que já diziam ação, ato, adoção e batismo, poderão também escrever assim.  

– Também em Portugal elimina-se o “h” inicial de algumas palavras, como em “húmido”, que passará a ser grafado como no Brasil: “úmido”.

– Portugal mantém o acento agudo nas letras O e E tônicos que antecedem M ou N, enquanto o Brasil continua a usar circunflexo nessas palavras. Como por exemplo académico/acadêmico, génio/gênio, fenómeno/fenômeno, bónus/bônus.

Nota: O texto tem, propositalmente, algumas palavras em português europeu, nossa redatora não está a ficar louca…