Na última semana o mundo testemunhou um fato que por alguns já era esperado, mas para outros foi um choque. Sem fazer demagogia, ou mesmo, propagar questões ideológicas o mundo presenciou o fim de um tempo; Fidel Castro renunciou ao cargo de presidente da nação cubana.
Para alguns o fim da era Fidel em Cuba representa um golpe para o socialismo, já decadente a anos, e mesmo uma baixa inestimável para a “esquerda” mundial. De fato durante muitos anos Fidel foi um ícone pop na cultura esquerdista, talvez perdendo apenas para seu companheiro “Che” Guevara; entretanto a queda da URSS no início dos anos 90 foi uma forte provação ao líder, e desde então Cuba vinha se arrastando cada vez mais dentro do cenário político mundial.
Muitos até irão defender que se Cuba agonizava não era culpa de Fidel e sim do embargo dos EUA, mas para tudo tem seu preço e a manutenção do regime era muito alto para Cuba pagar. De fato o embargo comercial pesava, mas o governo cubano havia sido vencido e a abertura se mostrava inevitável.
Um segundo grupo vai saldar a renuncia, com a saída muitos acreditam que Cuba vai finalmente abrir-se ao mercado externo, o neo-liberalismo vai invadir a ilha. Fato é que assim como acontece com todos os líderes carismáticos (não possuem sucessores) com saída de Fidel o regime vai acabar, é apenas uma questão de tempo; Cada vez mais Raul, o sucessor no governo, mostra que Cuba caminhará para o modelo chines. Uma abertura comercial com forte controle político com Estado.
Arquivado em: Ágora